19 setembro 2006

Portinari Inédito
Saiu hoje no jornal Estadão, no caderno 2 uma matéria sobre Portinari que fala sobre a descoberta de uma maquete para mosaico que foi descoberta pelo seu filho e será executada em igreja da PUC, no Rio, no início do ano que vem.
Portinari vai renascer - e isso significará ainda mais do que a louvável e massiva divulgação de sua obra pela telenovela Páginas da Vida, na galeria de arte fictícia da personagem de Ana Paula Arósio. O renascimento se dará numa pequena sala, em meio à poeira de construção e graças à magia de um mosaico. O Instituto Itaú Cultural financia a execução, 49 anos depois, de uma maquete para mosaico desenhada em 1957 pelo mestre dos murais, até hoje inédito. A obra vai decorar a fachada frontal da nova igreja da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio, com inauguração prevista para o começo do próximo ano, no câmpus da Gávea.
A mágica está na possibilidade de resgate, pois, como nas esculturas, os mosaicos são executados por profissionais especializados ou artesãos, a partir de um desenho do artista. Os grandes mestres europeus dão a esse desenho o nome de 'cartão'. Portinari chamava-os 'maquete'. Ou seja, tudo vai ser feito do jeito que ele queria e como se ele estivesse mesmo vivo.
João Cândido Portinari, filho do pintor e também curador de sua obra, encontrou a maquete de Jesus entre os Doutores, de 1957, durante o levantamento do acervo do pai, uma atividade a que se dedica há quase 20 anos. 'Propus doar o mural à PUC, que nos acolheu e tem nos apoiado desde o início', diz. Das 5.025 obras encontradas e catalogadas pelo Projeto Portinari, apenas seis são mosaicos - e três nunca saíram do papel.
A maquete do mural foi feita com óleo sobre tela de 60 cm x 72 cm e mostra Jesus de túnica vermelha e doces cachos negros caindo pelos ombros, cercado por criaturas de faces atormentadas e pés mal implantados.
O orçamento do mural ficou em R$ 161 mil, valor que inclui, além do trabalho de montagem, as pastilhas, compradas na Itália e a iluminação. Segundo o presidente da mantenedora da PUC-RJ, padre Pedro Guimarães Ferreira, depois de pronto vai valer R$ 2,6 milhões 'conforme avaliação da Bolsa de Artes do Rio'. A igreja inteira vai custar R$ 2,5 milhões.
A matéria pode ser encontrada no link abaixo:

17 setembro 2006

Para tentar entender as Obras de Portinari estou selecionando bibliografias que relatam o Brasil. Vou estudar o contexto histórico da época do pintor e do que ele retratava em suas obras. Isso inclui imigração, café, seca, guerra, folclore, entre outros assuntos. Em breve estarei colocando as bibligrafias aqui.

PS: Críticas e sugestões são bem-vindas!

Além de ser o mais completo artista plástico do Brasil, Portinari iniciou-se também na arte da poesia. Nunca se considerou tão bom poeta como artista plástico, segundo suas próprias palavras:

"Quanta coisa eu contaria se pudesse e soubesse ao menos a língua como a cor"

Abaixo, um poema de Portinari, que narra sua própria infância.

Os circos traziam iluminação
De carbureto. Próximos
Dos elementos. Quantos vendavais e
Chuvas de granizo!

Moinhos de garapa,
Feitos de madeira - canaviais
E matas virgens com seus pássaros e
Frutas. Consumiram

Tudo e mais as lendas.
OndeEstarão os jacus e as pacas?
Os jenipapos e jatobás?
As estradas cortando as

Matas criavam histórias
E medos. Os caminhos
Também fugiram. Olhando
O céu, às vezes transformados em nuvens.

Saí das águas do mar
E nasci no cafezal de
Terra roxa. Passei a infância
No meu povoado arenoso.

Andei de bicicleta e em
Cavalo em pêlo. Tive medos
E sonhei. Viajei pelo espaço.
Fui à lua primeiro do que o sputnik.

Caminhei além, muito além , para
Lá do paraíso. Desci de pára-quedas,
Atravessei o arco-íris, cheguei
Nos olhos-d'água antes do sol nascer.

Nasci e montei na garupa
De muitos cavaleiros. Depois
Montei sozinho em cavalo de
Pé de milho. Fiz as mais

Estranhas viagens e corri
Na frente da chuva durante
Muitos sábados. Dava poeira
o trenzinho de Guaivira.

Paco espanhol era meu parceiro.
Vivíamos apavorados com os
Temporais - pareciam odiar
Aqueles lugares...

Vinham ferozes contra as
Sete ou oito cabanas
Desarmadas.

Num pé de café nasci,
O trenzinho passava Por entre a plantação. Deu a hora
Exata. Nesse tempo os velhos
Imigrantes impressionavam os recém-chegados.
O tema do falatório era o lobisomem.
A lua e o sol passavam longe.
Mais tarde mudamos para a Rua de Cima.
O sol e a lua moravam atrás de nossa
Casa. Quantas vêzes vi o sol parado.
Éramos os primeiros a receber sua luz e calor.
Em muitas ocasiões ouvi a lua cantar.

Brincando com Portinari.

Quebra-cabeça de algumas Obras de Portinari. Para brincar clique no link abaixo! Divirta-se!

http://www.arteducacao.pro.br/Portinari/portinari.htm

A caravana do Jornal Nacional esteve na cidade de Candido Portinari no início de agosto para saber o que os jovens esperam do futuro em relação a política, mas claro, não deixaram de falar sobre o pintor.
Após a passagem da caravana do JN por Brodowski, Pedro Bial escreveu sua opnião sobre a cidade no Blog da Caravana.Segue abaixo o seu comentário:
A Brodowski de Portinari
Durante esses lentos e pictóricos quilômetros através do nordeste paulista, a paisagem explica Portinari. Mentira, acabei de sair da Casa de Portinari, onde a encantadora museóloga Angélica Fabbri deu uma aula de paixão ao pintor. Visitar a casa de Cândido Portinari em Brodowski, mas pode dizer Brodósqui, deveria ser uma viagem tão concorrida entre brasileiros e gringos safos quanto a de franceses e estrangeiros em geral à casa de Monet, em Giverny. Nas “férias”, Candinho pintava a óleo diretamente sobre as paredes. É comovente, poderoso. Ali, naquela singeleza... Todos os rostos da família vestindo os santos da Capelinha da ‘Nonna’, o menino Jesus, uma sobrinha... Na cozinha, perfume de café recém moído. A paisagem explica Portinari, sim. Não importa se o café virou cana, se a colheita mecanizou-se; os poucos lavradores se vestem, se mexem, param e olham como figuras de Portinari. Por mais sofridas que sejam suas figuras, não me parecem tristes – o sofrimento delas pode nos entristecer, a tristeza é de quem mira a tela. Naqueles olhares, talvez resignação. Talvez raiva, uma ameaça ambígua, um pedido de socorro.O pincel de Cândido Portinari era movido à solidariedade.Sob a doce luz dessa tarde empacada pelo caminhão em frente, vou bater papo com meus companheiros, com licença.
Não deixem de visitar Brodósqui antes de viver.
Pedro Bial
Bibliografia Inicial
A leitura incial foi focada apenas em Portinari, vida e obra. Por isso, consta abaixo apenas livros relacionados ao artista, para que eu pudesse me interar a respeito de suas origens e seu talento.
Portinari, o menino de Brodósqui: retratos de minha infância. Rio de Janeiro: Livroarte - 1979 - 2ª Edição - Textos de Candido Portinari
Este livro é uma nova edição da original, publicada em 1979. Foi o primeiro fruto do projeto Portinari, guiado por seu filho, João Candido Portinari. Sua publicação teve o apoio de O Boticário, que possibilitou a tiragem de 40 mil exemplares. O livro contém textos de Portinari narrando sua vida de infância e traz trechos de suas cartas, de quando estava estudando fora do país. Contém também fotos pessoais com seu filho João Candido, com sua neta Denise e claro, fotos das suas obras.
CORRÊA, A. Brodowski: minha terra e minha gente. São Paulo: Pannartz, 1986
Nesse livro, Aroivaldo Corrêa busca as origens da história de Brodowski no século XVIII, desde antes da povoação com a criação de uma estação de trem em terras doadas pelo cel. Lúcio Fagundes, que veio a se tornar o primeiro morador. E foi essa estação de trem, cujo engenheiro foi o Polonês Alexandre Brodowski, que povoou essas terras. O autor conta a política, a religião e aspectos culturais da cidade, além de citar aspectos físicos e geográficos. Esse livro fala também sobre Brodowski durante a II Guerra, a ida dos circos à pequena cidade, o ciclo do café, o futebol da cidade, as fazendas, a pecuária, a indústria, enfim, todos os aspectos importantes da época, e que Portinari representou em suas Obras.
FABBRI, A. P. Contando a História de Portinari. São Paulo: Noovha América, 2004
O livro foi escrito por Angelica Fabbri, moradora de Brodowski que sempre viveu ao lado da casa do pintor e conviveu com seus familiares. Formou-se em museóloga e dirige há mais de 20 anos, o Museu Casa de Portinari. No livro, ela conta com uma linguagem simples, toda a história de Portinari(pintor e poeta), desde sua infância, até a sua morte. Contém imagens de suas obras, frases de amigos como Vinícios de Moraes, Carlos Drummond de Andrade e Jorge Amado. Ela fala sobre suas influências, seus temas pincipais, suas cores e seu talento.
CAMARGO, R. Portinari 90 ANOS. Rio de Janeiro: Salamandra Consultoria Editorial S.A., 1993
Nesse livro, Ralph Camargo fez uma coletânea de imagens das Obras de Portinari já expostas por ele, de 1977 até a exposição de aniversário de 90 anos de Poertinari, em 1993. Nesse, Ralph Camargo também expressa a sua admiração pelo pintor e a importâmcia da arte brasileira.
CAMARGO, R. 25 Anos sem Portinari. Rio de Janeiro: Ralph Camarco Consultoria de Arte Ltda., 1987
Esse livro tem o contéudo bem parecido com o livro citado acima, porém, esse foi lançado antes e contém muitas imagens de desenhos feitos a grafite e nanquim. Ele também descreve a importância da Arte brasileira e sobretuto a importância de Portinari para o Brasil. O mais interessante é que ao lado de cada desenho tem uma citação de grandes nomes, como, Manuel Bandeira, Clarice Lispector, Cecília Meireles, Mário Quintana, Vinícios de Moraes e também citações bíblicas. A cada capítulo, onde se dá a separação de assuntos tratados em seus desenhos a uma citação do próprio pintor.

Além desses livros usei também como fontes de pesquisa os seguintes sites:

Site Oficial do Projeto Portinari:

Site Oficial Do Museu Casa de Portinari
Querida Brodowski!
Esse nome aparentemente esquisito é em homenagem ao engenheiro polonês Dr. Alexandre Brodowski, inspetor geral da Companhia Mogiana de Trens, que na época conduzia a construção de uma linha férrea no interior de São Paulo que cortava a pequena aldeia. Para valorizar o lugar, foi sugerida a realização de uma estação de trem, batizada de “Brodowski”. Em 1913, a cidade ganhou sua emancipação política, sendo erguida à condição de município e o nome, após algumas adequações da Língua Portuguesa, ficou como Brodósqui mesmo.
Portinari sempre teve amor por sua cidade, por isso sempre foi lembrada em suas obras. E mesmo depois de ter escolhido o Rio de janeiro para morar e desenvolver sua carreira, Portinari nunca se afastou de Brodowski, seu santuário e refúgio, pra onde ia em busca de força e inspiração. A casa em que morou tinha as paredes pintadas por ele e por amigos pintores que passaram por lá. Assim, suas paredes e cômodos tranformaram-se numa coleção de murais.
Com a morte do pintor, era preciso preservar esse conjunto, cuidar do local que abrigava as pinturas e suas memórias. Então a casa foi elevada à categoria de patrimônio artístico e declarada de utilidade pública. Assim, a casa de Candinho virou Museu!
Em 14 de março de 1970 foi inaugurado o Museu Casa de Portinari, que, além de obras de arte, abriga ainda o mobiliário, utensílios e, principalmente, o ateliê do artista com seus objetos de trabalho. Essa casa constitui o marco concreto, não só do vínculo de Portinari com sua terra natal, mas principalmente de sua permanente vivência em Brodowski e de sua infância, que ele perpetuou em sua obra plástica e poética, tendo feito de sua vida e carreira uma intensa declaração de amor às suas origens e raízes.
Dados Institucionais:
Diretora: Angélica Policeno Fabbri
Praça Cândido Portinari, 298CEP: 14340-000 – Brodowski/SP
Tel: (16) 3664-4284
Funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 17h.
Entrada franca.
Há mais de cem anos veio ao mundo, e para o mundo, o pintor mais brasileiro que já tivemos e o qual devemos reverenciar.
Nascido em 30 de dezembro de 1903, Candido Portinari apresentou ao mundo, o povo e a cultura brasileira através de suas obras.
Foi o segundo filho do casal de jovens imigrantes italianos, Giovan Baptista Portinari e Domenica Torquato, ambos vindos de uma província do norte da Itália, o Vêneto. Instalaram-se no interior paulista, em Brodoswki e lá tiveram seus treze filhos.
A cidade de Brodoswki, assim como boa parte do estado de São Paulo, tinha no início do século passado, o café como sua força econômica. Sendo assim, o lugar era rodeado por fazendas por onde passavam milhares de retirantes famintos e cansados vindos do Nordeste, caminhando há meses em busca de melhores condições de vida. E foi nesse ambiente de pobreza e injustiça social, que Portinari recebeu influência para as temáticas de suas futuras telas.
Foi na Igreja matriz que Candinho, como era conhecido na infância, mostrou pela primeira vez o talento que tinha para a arte. Aos 15 anos mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar e matriculou-se na ENBA – Escola Nacional de Belas Artes, onde recebeu uma sólida formação acadêmica.
Participou de sua primeira exposição, em 1921, no Salão Nacional de Belas Artes. Mas em 1923 Portinari participou do Salão com um retrato do escultor Paulo Mazzuchelli e recebeu sua primeira premiação. A partir daí Portinari conquistou definitivamente uma posição de destaque no Salão e muitos outros prêmios vieram. Em 1928, com o retrato de Olegário Mariano conquistou o prêmio de viagem à Europa. O período vivido na Europa, de 1929 a 1930 foi decisivo para o encaminhamento de sua carreira, pois foi um período de muito estudo, onde passava a maior parte de seu tempo em museus e ateliês, observando a arte européia. Foi assim que descobriu a sua vocação na pintura. Retratar o Brasil.
Além disso, em Paris, Portinari conheceu a jovem uruguaia Maria Victoria Martinelli, com quem casou e teve seu único filho, João Candido. Quando voltou ao Brasil passou a valorizar mais as cores e idéias, transformando a estética de sua obra realizada até aquele momento. Com a viagem ele pôde ver melhor a sua terra e sua gente, criando o desejo de pintá-las.
Candido Portinari foi o responsável pela afirmação do Modernismo em nosso País, e seu nome passou a ser símbolo de “arte moderna”. Com o quadro Café, em 1935, conquistou um importante prêmio internacional, que contribuiu de forma significativa para a sua visibilidade no cenário internacional e aumentou seu prestígio no Brasil.
As obras de Portinari são marcadas também pela tendência ao muralismo, pela brasilidade e pelo caráter social, pois, além de pintor, ele era um intelectual e um cidadão atento e envolvido com as preocupações sociais de seu País e do mundo. Sua contribuição contra as injustiças era sua arte, pois lutava por meio de sua pintura.
A sua obra valoriza o trabalhador, o trabalho, a dignidade, denuncia o sofrimento, a dor e a fome do povo sofrido e judiado pela seca do sertão. E, ao representar a dor de cada indivíduo, representou a dor da humanidade, a dor do mundo, acentuando o caráter universal de sua obra.
Portinari sempre foi preocupado com sua terra e sua gente, os trabalhadores, os oprimidos. Os miseráveis revelam na arte de Portinari a desigualdade e a injustiça social, contras as quais o pintor lutou e acreditou que podia contribuir com sua arte de protesto. Inclusive, o artista se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), a fim de realizar melhorias ao povo dolorido que ele tanto captou em suas telas. Portinari concorreu a deputado federal e anos mais tarde a senador, sem conseguir eleger-se em nenhum dos dois cargos. Apesar das derrotas, o partido cresceu e colocou outros nomes como Jorge Amado de deputado e Luiz Carlos Prestes de senador, transformando-se na “ameaça comunista” aos interesses das elites burguesas dominantes. O PCB foi colocado na clandestinidade e o cerco contra os comunistas apertou ainda mais, provocando o exílio voluntário do artista no Uruguai, onde realizaria uma exposição.
Ainda assim, mantendo o pensamento de expressar as dificuldades sofridas pelo povo, Portinari fez a série “Retirantes”, expondo os excluídos, restando-lhes apenas a morte como consolo. É o que mostra a obra “Criança Morta”, de forte repercussão na época.
Em 1952 o governo brasileiro ofereceu dois painéis a serem instalados na organização das Nações Unidas (ONU), nos EUA. Portinari também foi convidado para executar estas obras e concebeu os painéis “Guerra” e “Paz”. Esses dois temas ganharam em Portinari um tratamento especial. O elemento central de sua pintura era o Homem, suas alegrias, seus dramas e sua liberdade, A preocupação do pintor era a dignidade do Homem, os seus direitos. Foi contemporâneo da primeira e da Segunda Guerra, que afetaram e mudaram os rumos da humanidade. Os painés levaram quatro anos para serem terminados, pois, durante a realização, o pintor sofreu uma hemorragia e adoeceu gravemente. A causa diagnosticada foi aterradora: envenenamento pelo chumbo contido nas tintas.
Mesmo com esta triste notícia, Portinari encerrou as obras. No entanto, surgiu outro problema, a burocracia. Levou um ano até que as discussões entre diplomatas norte-americanos (que não queriam a obra de um comunista) e diplomatas brasileiros terminasse na liberação do material a ser exposto na ONU. Mas sua obra foi, por inteiro, uma grande mensagem de paz.
Impedido de pintar por causa da doença, Portinari dedicou seu tempo a ilustrações e o faz para diversas obras, como A Selva, de Ferreira de Castro. Acompanhou também várias exposições de seus trabalhos pelo mundo, e dedicou-se também à poesia.
Em 1962, em um último esforço para preparar uma grande exposição a convite da prefeitura da cidade italiana de Milão, descuidou-se em relação a saúde e faleceu no dia 6 de fevereiro, na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, vítima de intoxicação pelas tintas.
Mas, devemos ao ver Portinari, ver o Brasil. Do Brasil, ele fez, com sua arte, um registro completo, profundo e apaixonado. Pintou nossa flora, nossa fauna, nossa história, nosso folclore e nossa cultura. O povo brasileiro, com suas alegrias e tristezas, glórias e desilusões, povoou sua telas.
Bem-vindos ao trabalho de pesquisa de TGI de Patrícia Alves da Costa.
A partir do tema proposto - Turismo - para o TGI do Curso de Design Gráfico, e sob a orientação do Prof. Fabrízio Poltronieri, estarei desenvolvendo um Projeto a fim de divulgar o Brasil para os brasileiros através da representação estética, artística, cultural e social do pintor Candido Portinari.
Mas, por quê Portinari?
Com esse trabalho pretendo mostrar o Brasil através da Arte. Através da Arte de um brasileiro, que representou como ninguém, a sua nação. Levar as pessoas a conhecerem seu país de outra forma, e com todos os significados possíveis, através da representação das Obras de Portinari. Gerar um conhecimento, mas também uma reflexão a respeito de nosso país. Portinari é Brasil, e tem que que ser visto e reconhecido por todos, a começar por nós mesmos.
Portinari é o pintor do Brasil por excelência. Pintou o Brasil e o povo brasileiro com profunda intensidade, e é por isso que todo brasileiro deve ao ver o Brasil, ver Portinari, pois ele fez da sua nação, a sua arte.
“Arte Brasileira só haverá quando os nossos artistas abandonarem completamente as tradições inúteis e se entregarem, com toda a alma, à interpretação de nosso meio.”
Candido Portinari